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Amigo,
de onde vens e
para onde vais?
de onde vens e
para onde vais?
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Vazios
Ela seduz, sem parar
Desenfreia, desregula
Meus Pensamentos
Nus.
Não me vê
Indiferente
No despejo
Numa vazia
angústia
existenciária
No reflexo de um caco
Me vejo me vendo
Me afogo no infinito dos abismos.
Não me compreendo
Me conheço
re alizo a minha ilusão.
Jogo a morte todo dia.
Consumo todo o meu ar.
E o vomito.
Não me obedeço.
Meu corpo degrada e ri
Morro um pouco todo dia
Desisto de minha história
Uma vida bruta, exalada.
Me desligo de todo o mundo
Não preciso
Mais de revolução
Sou igual a todo mundo
Distante, contemplo a minha obra
Nada ademais
Sei que tudo acontece agora
Na vacuidade de vidas vazias
em incomunicação
A média da mídia média.
Meias medidas ausentes
Não sentidas.
Procuro a interpretação.
Sem diferenças.
Quero me redescobrir
Enquanto não sujeito sujeito
Sem crises
Abalos
Consolos
Rio
No rio em que me afago
Heráclito
Diversos são os fundamentos
Socráticos,
Um carnaval irônico
Onde tudo é nada
E nada é tudo.
Não se fala
E isso é audível
O sonoro nada diz
Não importa
Nada? Importa.
Sem honra e valor
A rua parece uma trilha
Excrementícia
Vejo eras de desprezo e covardias
Vinganças impessoais
O sangue de um desconhecido
Violência livre sem rosto
Camuflada num boné num capuz
A horda sem nome
Gravada e veiculada ao vivo
Matando, morrendo
Auto-destruição
Monopólio da insegurança
Incompatível
Estatística
Classificada
Agravada ou atenuada
ao ocaso.
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