Parafraseando Freud,
citado por Adorno na Introdução da Sociologia da Música: quando
encontramos a novidade ignorada descobrimos que ela era essencial.
Quem é essencial? A ignorância.
Por isso não me
preocupo se estou errado: ignoro.
Ignoro, logo sei. Ignaro, logo sou.
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Com Descartes
aprendemos que podemos deter os erros.
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Do questionário antropofofágico:
Vamos comer Kant?
Do questionário antropofofágico:
Vamos comer Kant?
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Metafísica interdita: Cibernética?
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Metafísica interdita: Cibernética?
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Na era do
conhecimento o capitalismo não consegue controlar a produção
intelectual. Induz.
O monopólio do
saber vai passar das mãos da academia aos data centers.
Os especialistas irão subsumir suas informações da própria massa replicante em que está conectado.
Quem quiser poderá
cultuar o seu não saber.
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Podemos retomar a questão que Pitágoras aponta dos tipos humanos no estádio olímpico. Existem as pessoas que mostram as suas habilidades, os que ficam de costas para o espetáculo, vendendo os seus amendoins e os terceiros que contemplam a arte dos que superam os limites: os filósofos.
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Na era do conhecimento à filosofia cabe a guarida digital do repositório restante das questões.
Na era do conhecimento à filosofia cabe a guarida digital do repositório restante das questões.
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Cheio de plágio, talvez de mim mesmo, resumo algo dos ‘Prolegômenos a toda metafísica futura, que queira apresentar-se como ciência’ , de Kant. Prôlegomenos podem ser de uma ciência ou de uma arte.Deveriam servir para achar a ciência, fundamentada na ‘própria razão’.
Mas a 'própria razão' seria uma razão apropriada aos princípios da própria razão ou da 'própria' razão de si mesmo?
Se não a metafísica não puder ser uma ciência, será ela então uma arte?
E qual então seria esta arte se a cientificação da metafísica não foi achada?
A arte da pesquisa, a busca, a procura pelo saber persuasivo.
Abandonando toda a
história da filosofia, as obras e os autores estudados, a questão
que Kant coloca “de se uma coisa como a metafísica é
simplesmente possível”, interdita a metafísica até que se a
referida questão seja respondida .
Mas como
compreender tal questão se devo suspender considerações e juízos
baseados em outrem?
De onde tiraríamos
o conceito de coisa, de metafísica, de possibilidade?
Como poderíamos
nos orientar diante o termo ‘metafísica’, não sabendo nada
acerca de uma filosofia primeira?
Como compreender a
metafísica sem mencionar todo o histórico de seu termo, a sua
condição etimológica?
O seu equívoco?
A sua condição
andrônica?
A não ser que
tais ‘prolegômenos’ não passassem de uma suposição.
Alguma coisa
parecida como um ‘discurso do método’ e o ‘cogito’?
Mas devemos
esquecer de tudo isto. Para não prejudicar o entendimento das
questões envolvidas.
Baseado em Hume,
Kant buscava uma ‘verdade interna’ que necessariamente não
dependia dos ‘objetos da experiência’.
Segundo Kant, Hume
buscava a informação sobre o conceito a priori, qual era a sua
origem e não necessariamente a sua utilidade: utilidade
indispensável.
Queria a determinação da origem do que é a priori.
Queria a determinação da origem do que é a priori.
Isso me fez lembrar
do cavalo de Tróia, da esfinge e seu ‘decifra-me ou te
devoro’.
Kant queria
construir um sistema metafísico de acordo com um plano
certificado. Abriu a caixa de Pandora e para ele havia uma esperança.
No caso, um
pensamento pessoal, a necessária instituição da própria
linguagem. Transformar o pensar por si mesmo em uma expressão
legível e convincente operando através da crítica da razão.
Interessava a
crítica da razão em geral enquanto, um ainda impensado, domínio
da cibernética:
“ Hume... este não
pressentiu igualmente a possibilidade desta ciência formal, mas
levou o seu barco, a fim de o pôr em segurança, para a margem
( o cepticismo), onde talvez fique e apodreça, ao passo que a
mim me interessa fornecer-lhe um piloto que, segundo os princípios
seguros da arte do timoneiro tirados do conhecimento do globo,
munido de uma carta marítima completa e de uma bússola, possa
conduzir o barco para onde bem lhe aprouver.(A16/17)”
A crítica da razão
seria uma técnica(ciência) da abordagem onde o que valia era
tudo ou nada. A análise teria como fonte juízos analíticos e
sintéticos.
Os juízos
analíticos seriam a priori
Os juízos
sintéticos seriam a priormi e a posteriori
Não seria um
sistema propriamente binário, do tipo tudo ( 1) ou nada (0) e sim ternário,
há um quase nada, um vazio, ou melhor, nem isso.
A urgência de um
pensamento próprio, mesmo que ambíguo, deve revelar a obscuridade
das intuições. É imperativo o despertar da propriedade, mesmo que
ela seja um tanto abstrata.
Ao tratar da questão geral dos prolegômenos – ‘É a metafísica possível?’ - podemos encará-la não mais como uma ciência mas como a arte de persuadir ( governar a conduta).
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