...

Amigo,
de onde vens e
para onde vais?

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Vários

Parafraseando Freud, citado por Adorno na Introdução da Sociologia da Música: quando encontramos a novidade ignorada descobrimos que ela era essencial. Quem é essencial? A ignorância.
Por isso não me preocupo se estou errado: ignoro.
Ignoro, logo sei. Ignaro, logo sou.
xxxxxxxxxx
Com Descartes aprendemos que podemos deter os erros.
xxxxxxxxxx
Do questionário antropofofágico:

Vamos comer Kant?
xxxxxxxxxx

Metafísica interdita: Cibernética?

xxxxxxxxxx
Na era do conhecimento o capitalismo não consegue controlar a produção intelectual. Induz.
O monopólio do saber vai passar das mãos da academia aos data centers.
Os especialistas irão subsumir suas informações da própria massa replicante em que está conectado. 
Quem quiser poderá cultuar o seu não saber.

xxxxxxxxxxx

Podemos retomar a questão que Pitágoras aponta dos tipos humanos no estádio olímpico. Existem as pessoas que mostram as suas habilidades, os que ficam de costas para o espetáculo, vendendo os seus amendoins e os terceiros que contemplam a arte dos que superam os limites: os filósofos.
xxxxxxxxx

Na era do conhecimento à filosofia cabe a guarida digital do repositório restante das questões.
xxxxxxxxx

Cheio de plágio, talvez de mim mesmo, resumo algo dos ‘Prolegômenos a toda metafísica futura, que queira apresentar-se como ciência’ , de Kant. Prôlegomenos podem ser de uma ciência ou de  uma arte.Deveriam servir para achar a ciência, fundamentada na ‘própria razão’.

Mas a 'própria razão' seria uma razão apropriada aos princípios da própria razão ou da 'própria' razão de si mesmo?

Se não a metafísica não puder ser uma ciência, será ela então uma arte?

E qual então seria esta arte se a cientificação da metafísica não foi achada?
A arte da pesquisa, a busca, a procura pelo saber persuasivo.
Abandonando toda a história da filosofia, as obras e os autores estudados, a questão que Kant coloca “de se uma coisa como a metafísica é simplesmente possível”, interdita a metafísica até que se a referida questão seja respondida .
Mas como compreender tal questão se devo suspender considerações e juízos baseados em outrem?
De onde tiraríamos o conceito de coisa, de metafísica, de possibilidade?
Como poderíamos nos orientar diante o termo ‘metafísica’, não sabendo nada acerca de uma filosofia primeira?
Como compreender a metafísica sem mencionar todo o histórico de seu termo, a sua condição etimológica?
O seu equívoco?
A sua condição andrônica?
A não ser que tais ‘prolegômenos’ não passassem de uma suposição.
Alguma coisa parecida como um ‘discurso do método’ e o ‘cogito’?
Mas devemos esquecer de tudo isto. Para não prejudicar o entendimento das questões envolvidas.
Baseado em Hume, Kant buscava uma ‘verdade interna’ que necessariamente não dependia dos ‘objetos da experiência’.
Segundo Kant, Hume buscava a informação sobre o conceito a priori, qual era a sua origem e não necessariamente a sua utilidade: utilidade indispensável.

Queria a determinação da origem do que é a priori.
Isso me fez lembrar do cavalo de Tróia, da esfinge e seu ‘decifra-me ou te devoro’.
Kant queria construir um sistema metafísico de acordo com um plano certificado. Abriu a caixa de Pandora e para ele havia uma esperança.
No caso, um pensamento pessoal, a necessária instituição da própria linguagem. Transformar o pensar por si mesmo em uma expressão legível e convincente operando através da crítica da razão.
Interessava a crítica da razão em geral enquanto, um ainda impensado, domínio da cibernética:
“ Hume... este não pressentiu igualmente a possibilidade desta ciência formal, mas levou o seu barco, a fim de o pôr em segurança, para a margem ( o cepticismo), onde talvez fique e apodreça, ao passo que a mim me interessa fornecer-lhe um piloto que, segundo os princípios seguros da arte do timoneiro tirados do conhecimento do globo, munido de uma carta marítima completa e de uma bússola, possa conduzir o barco para onde bem lhe aprouver.(A16/17)”
A crítica da razão seria uma técnica(ciência) da abordagem onde o que valia era tudo ou nada. A análise teria como fonte juízos analíticos e sintéticos.
Os juízos analíticos seriam a priori
Os juízos sintéticos seriam a priormi e a posteriori
Não seria um sistema propriamente binário, do tipo tudo ( 1) ou nada (0) e sim ternário, há um quase nada, um vazio, ou melhor, nem isso.
A urgência de um pensamento próprio, mesmo que ambíguo, deve revelar a obscuridade das intuições. É imperativo o despertar da propriedade, mesmo que ela seja um tanto abstrata.

Ao tratar da questão geral dos prolegômenos – ‘É a metafísica possível?’ - podemos encará-la não mais como uma  ciência mas  como a arte de persuadir ( governar a conduta).



Nenhum comentário:

Postar um comentário